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quinta-feira, 20 de abril de 2017
sábado, 12 de dezembro de 2015
BESTA FERA
Em certas vezes como agora
Quando duvidas tanto de mim
Sinto despertar em meu interior a fera
Que até cruel se mostra
Como sói acontecer
A essa criatura.
Dá-me ânsia de gritar avançar esganar!
Acredite: eu te digo a verdade
Não menti, não minto,
Eu sempre te amei.
Quando duvidas tanto de mim
Sinto despertar em meu interior a fera
Que até cruel se mostra
Como sói acontecer
A essa criatura.
Dá-me ânsia de gritar avançar esganar!
Acredite: eu te digo a verdade
Não menti, não minto,
Eu sempre te amei.
do livro De Novo o Amor.
e-mail: margaridadrumond@gmail.com
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
De novo o amor - poesia do livro De novo o amor.
DE NOVO O AMOR
Na Curva dos cinquenta
lembrei-me de ti, Drummond,
derrapei em novo amor.
E, como frisaste,
despertaste-me da síntese à flor.
E agora o que fazer?
Há tempo de um recomeço
Em meio a tropeços, cansaço,
após tanto desamor?
Pode um ser suportar na metade de um seculo
todo este transformar
e de frente encarar novo amor?
Decerto brincaste ao imaginar
ser possível nesta curva do tempo
novo surgir de um amor;
porém, quão fortemente busco
saciar o fogo e todo este meu ardor.
Nota: Nesta poesia faço uma intertextualidade com O quarto em desordem, de Carlos Drummond de Andrade.
Na Curva dos cinquenta
lembrei-me de ti, Drummond,
derrapei em novo amor.
E, como frisaste,
despertaste-me da síntese à flor.
E agora o que fazer?
Há tempo de um recomeço
Em meio a tropeços, cansaço,
após tanto desamor?
Pode um ser suportar na metade de um seculo
todo este transformar
e de frente encarar novo amor?
Decerto brincaste ao imaginar
ser possível nesta curva do tempo
novo surgir de um amor;
porém, quão fortemente busco
saciar o fogo e todo este meu ardor.
Nota: Nesta poesia faço uma intertextualidade com O quarto em desordem, de Carlos Drummond de Andrade.
Miragem
Miragem
No escuro túnel do tempo,
tênue luz tento vislumbrar,
vou caminhando a passo lento,
buscando um dia meu sonho achar.
Chove ao longo do caminho,
desvencilhando-me paro, à margem,
de repente vejo um ser sozinho,
logo reconheço ser miragem.
Retomo fôlego, sigo adiante,
fina chuva molha-me o rosto,
acaricia-me o corpo em doce instante.
O tempo muda, perfume está no ar.
enlevada, apresso os passos e, com gosto,
vejo uma doce paz se anunciar.
(Além dos versos, 2000, p. 17)
compre os livros pelo email: margaridadrumond@gmail.com
Quero-te, meu amor.
"...Aproxima-te, preciso te falar:
Eu estava triste e só, há tanto,
Nesta lida diária, insana,
Às vezes incompreensível.
Estava eu a vagar sem sentido
Sem imaginar que ias surgir;
No íntimo, porém, sei agora
Procurava-te."
(Quero-te,meu amor.
De novo o amor, pág.31)
Compre os livros: margaridadrumond@gmail.com
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