Miragem
No escuro túnel do tempo,
tênue luz tento vislumbrar,
vou caminhando a passo lento,
buscando um dia meu sonho achar.
Chove ao longo do caminho,
desvencilhando-me paro, à margem,
de repente vejo um ser sozinho,
logo reconheço ser miragem.
Retomo fôlego, sigo adiante,
fina chuva molha-me o rosto,
acaricia-me o corpo em doce instante.
O tempo muda, perfume está no ar.
enlevada, apresso os passos e, com gosto,
vejo uma doce paz se anunciar.
(Além dos versos, 2000, p. 17)
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