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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Miragem


Miragem 


No escuro túnel do tempo,
tênue luz tento vislumbrar,
vou caminhando a passo lento,
buscando um dia meu sonho achar.

Chove ao longo do caminho,
desvencilhando-me paro, à margem,
de repente vejo um ser sozinho,
logo reconheço ser miragem.

Retomo fôlego, sigo adiante,
fina chuva molha-me o rosto,
acaricia-me o corpo em doce instante.

O tempo muda, perfume está no ar.
enlevada, apresso os passos e, com gosto,
vejo uma doce paz se anunciar.


(Além dos versos, 2000, p. 17)



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