DE NOVO O AMOR
Na Curva dos cinquenta
lembrei-me de ti, Drummond,
derrapei em novo amor.
E, como frisaste,
despertaste-me da síntese à flor.
E agora o que fazer?
Há tempo de um recomeço
Em meio a tropeços, cansaço,
após tanto desamor?
Pode um ser suportar na metade de um seculo
todo este transformar
e de frente encarar novo amor?
Decerto brincaste ao imaginar
ser possível nesta curva do tempo
novo surgir de um amor;
porém, quão fortemente busco
saciar o fogo e todo este meu ardor.
Nota: Nesta poesia faço uma intertextualidade com O quarto em desordem, de Carlos Drummond de Andrade.
Na Curva dos cinquenta
lembrei-me de ti, Drummond,
derrapei em novo amor.
E, como frisaste,
despertaste-me da síntese à flor.
E agora o que fazer?
Há tempo de um recomeço
Em meio a tropeços, cansaço,
após tanto desamor?
Pode um ser suportar na metade de um seculo
todo este transformar
e de frente encarar novo amor?
Decerto brincaste ao imaginar
ser possível nesta curva do tempo
novo surgir de um amor;
porém, quão fortemente busco
saciar o fogo e todo este meu ardor.
Nota: Nesta poesia faço uma intertextualidade com O quarto em desordem, de Carlos Drummond de Andrade.
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